Inspirado no modelo de John Gottman, este teste mede quatro comportamentos que preveem a estabilidade de um casal: a capacidade de reparação e os três "cavaleiros" tóxicos — crítica generalizada, desprezo, retirada silenciosa. Em 40 anos de investigação no Gottman Love Lab, o desprezo prevê o divórcio com uma precisão de 93%.
Os quatro cavaleiros de Gottman
Atacar o caráter em vez do comportamento. "Estás sempre atrasado" em vez de "Esta noite chegaste tarde e isso complicou-me a vida".
Sarcasmo, revirar os olhos, sentimento de superioridade moral. O cavaleiro mais tóxico. Preditor n.º 1 do divórcio.
Contra-ataque, recusa de responsabilidade, "sim, mas tu também". Impede qualquer reparação.
Bloqueio emocional, silêncio punitivo durante o conflito. Muitas vezes uma reação de proteção perante uma sobreativação fisiológica.
Os antídotos de Gottman
A crítica substitui-se por uma queixa específica na primeira pessoa. O desprezo combate-se com uma cultura ativa do apreço. A atitude defensiva cede a uma responsabilidade parcial, ainda que mínima. A retirada gere-se com o autoapaziguamento: pedir explicitamente uma pausa de 20-30 minutos e depois regressar.
A regra 5:1
Nos casais estáveis há, em média, 5 interações positivas por cada 1 negativa. Não é o conflito que destrói os casais — é a ausência de reparação e de positividade que os esgota.
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Perguntas frequentes
Ter cavaleiros significa que o meu casal está em perigo?
Não. Praticamente todos os casais usam estes comportamentos a dada altura. O perigo surge quando se tornam crónicos, sobretudo o desprezo.
A reparação aprende-se?
Sim. A capacidade de reparação prevê a estabilidade melhor do que a ausência de conflitos. Mesmo as tentativas desajeitadas podem bastar.
Este teste mede o ajustamento global do casal?
Não. Concentra-se em comportamentos específicos durante os conflitos (crítica, desprezo, retirada, reparação), inspirados no modelo de Gottman — não numa nota de ajustamento global.