Inspirado na teoria dos sistemas familiares de Bowen (1978) e na escala DSI-R (Skowron & Friedlander 1998), este teste mede a tua diferenciação do self: a capacidade de pensar e escolher independentemente da tua família de origem, sem rutura emocional nem fusão. Skowron (2000) demonstrou que a diferenciação prevê de forma robusta o ajustamento conjugal.
O que a família transmite
Como eram expressas as emoções na tua família? Abertamente, com contenção, nunca? Estes padrões repetem-se nas tuas relações adultas.
Evitamento, escalada, negociação? O estilo de conflito aprendido em família é muitas vezes o estilo por defeito com o par.
Quem geria o quê? Dinheiro, cuidados, decisões? Os papéis observados criam expectativas implícitas sobre como um casal "deveria" ser.
O que os teus pais te mostraram como "normal". Tende-se a reproduzir ou a contrarreagir — ambos podem ser problemáticos.
A diferenciação do self
Bowen distingue dois extremos: a fusão emocional (perder o sentido de si nas expectativas familiares) e o corte emocional (rutura total). A diferenciação saudável está no meio: um sentido claro de si mantendo-se ligado. Prevê diretamente a qualidade das relações conjugais.
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Perguntas frequentes
Este teste substitui a terapia?
Não. Pode ser um ponto de partida para a reflexão, mas os padrões familiares profundos precisam muitas vezes de acompanhamento terapêutico. As terapias sistémicas e o EMDR são particularmente eficazes.
Pode-se mudar os padrões familiares?
Sim, é uma das áreas onde a terapia tem as provas mais sólidas. A consciência dos padrões é o primeiro passo.
É preciso falar da própria família ao par?
Partilhar as grandes dinâmicas herdadas ajuda o par a compreender reações que por vezes parecem desproporcionadas.